quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lá em Casa - Home Studio


Há muitos anos, desde que adquiri meu primeiro computador, venho estudando áudio digital com o interesse de gravar minhas músicas, de amigos, e qualquer idéia sonora que me desse na telha, além de estudar produção e arranjos, um lado da música que sempre me fascinou por estar ligado de maneira bem mais profunda a um trabalho do que sendo apenas músico. Há alguns anos, sofridamente, tenho comprado os equipamentos básicos para tentar melhorar cada vez mais minhas produções, e agora, finalmente, está no ar o Myspace do meu home studio, o Lá em Casa Home Studio, por enquanto, contando apenas com faixas da pré-produção do CD de Tião Cavalcanti (meu pai) no qual venho trabalhando desde o ano passado, e que já está em fase de conclusão para iniciarmos as gravações em um estúdio profissional. Os arranjos ainda não são definitivos, estão lá apenas para dar o "clima" das músicas, já que, quando gravarmos em estúdio profissional, cada músico vai dar sua interpretação e execução em seu instrumento. Selecionei cinco faixas bem distintas para mostrar a abrangência desse trabalho e para ouvir opiniões diversas, principalmente sobre a qualidade que estamos alcançando. Ouçam e comentem!
http://www.myspace.com/laemcasa

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dicas de sites e blogs


A USP lançou um site que disponibiliza 3.000 livros para download. Ao entrar no www.brasiliana.usp.br o internauta encontra livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.

Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden. A dica é do ótimo blog: Catraca Virtual.

Outro dica é o blog http://meuhomestudio.blogspot.com/ com valiosas informações para quem está começando o seu home stúdio. Ajudou muito no meu. Há, e por falar nisso, estou concluindo uma versão mais profissional do myspace do meu estúdio e divulgo assim que ficar pronto.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um pouco do Tao

"Aquele que conhece o outro é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence o outro é forte.Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele."

(Lao Tsé - Tao Te Ching - verso 22)

Retirado do Blog o Iluminador

Show do Roupa Nova em Caruaru


Olá à todos, ando demorando entre as postagens aqui, mas é falta de tempo mesmo, tenho até perdido o time de algumas coisas que quis colocar como hoje, quando faz mais de uma semana que este show aconteceu. Bem, vamos lá, foi um show no melhor sentido da palavra. A banda, que se apresentou no sábado, dia 26/09 no Palladium, estava melhor do que nunca, trazendo um show bem superior ao que vi há 4 anos. Além do excelente nível dos músicos da banda, o perfeccionismo que reina nas suas apresentações é uma verdadeira aula para artistas de todo país, e dessa vez a banda trouxe um show memorável, pois foi referente a seus CD e DVD lançados recentemente, gravados nada menos que no Abbey Road Studios, em Londres.
O Abbey Road é provavelmente o estúdio mais famoso do mundo, tendo sido utilizado na gravação de discos antológicos de bandas, como The Beatles e Pink Floyd, apesar de ficar conhecido pela famosa capa do disco dos Beatles, Abbey Road, onde os quatro integrantes do grupo atravessam a rua propriamente dita, o estúdio existe já existia há uns 40 anos antes dos Beatles. Tenho poucas referências, e não encontrei nenhuma numa busca rápida pelo Google, sobre outros artístas brasileiros que gravaram neste estúdio. Para não falar que o show foi perfeito, na minha opinião o Roupa Nova sempre pecou nas letras, que as vezes beiram o romantismo superficial de grupos de pagode e sertanejo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Iron Maiden no Recife - Somewhere back in time


Conheci esta banda com 10 anos de idade, virei fã e aos 13 já tinha boa parte da coleção quando soube que Bruce Dickison abandonaria o posto. Aos 20, em pleno carnaval (festa que costumo odiar) leio o jornal anunciando a volta do ídolo, no ano seguinte a banda vem ao Brasil para o rock in rio III, por motivos financeiros perdi a chance de vê-los e só pude saber a sensação através dos amigos que foram e me contaram. Criei até um ressentimento a ponto de passar uns anos até resolver comprar o DVD e CDs do evento. Em 2008, soube que voltariam pro Brasil, junto com a notícia de que os ingressos já haviam estavam esgotados, eu trabalhava tanto na época que não acompanhei as notícias e dessa vez achei que nunca mais teria outra chance. Eis que mal termina 2008 e começam os velhos boatos, os quais nem dei ouvidos até confirmar no site oficial e quase ter um treco: A banda não só voltaria ao Brasil como se apresentaria no Recife.
Correria por notícias, economia violenta por alguns meses, ansiedade para o inicio da venda dos ingressos, quase uma noite em claro esperando o site liberar e finalmente, no dia 31 de março deste ano de 2009, 19 anos de espera depois, 18 mil pessoas e eu estávamos lá. Como que por vingança do destino, quando entrei na pista premium, a qual eu esperava assistir o show a uma certa distância visível o bastante para curtir o momento, me encontrei entre os 30 primeiros a entrar, e assisti tudo da grade. Mesmo pra um fã que sonha estar onde estive é difícil de explicar a sensação, com toda a carga emocional de estar diante de meus maiores ídolos, da memória afetiva ligada a minha infância, do que é ver, a poucos metros de distância, detalhes marcantes dos show da banda que vi tantas vezes em VHS e DVD nesses 19 anos, sentir o calor do show pirotécnico na pele e ter, por vários momentos os integrantes me encarando nos olhos de tão próximos que estávamos. Acima, Steve Harris me encara e espera a luz do flash pra poder sair da posição clássica.
Digo pra muita gente que agora não existe mais show que eu precise assistir, o que vier é lucro. Mas, se houver outra oportunidade como esta, claro que vou estar mais uma vez fazendo parte dessa verdadeira romaria que segue o Iron pelo mundo. Com certeza este foi evento mais marcante da história do Rock em Pernambuco, e acredito, do nordeste.
Ah, o motivo desde post tão tardio? Acabou de chegar meu DVD com o filme documentário dessa turnê, a qual a banda, por idéia de Bruce, resolveu compactar seu equipamento e equipe em um único boeing 757 particular e com isso, tornar viável uma turnê gigantesca, em tempo recorde, tocando em cidade que antes não eram economicamente viáveis, como Recife, provando mais uma vez como esses caras respeitam seus fãs. Vendo as imagens dos show pelo mundo, iguais ao que aconteceu no Recife, continuo sem acreditar que foi real. Up the Irons!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Liberdade de Expressão


Assinem Já! Petição contra censura na internet, nas eleições de 2010! Primeiro a lei Azeredo, agora essa, se forem aprovadas, meu projeto de vida a partir do ano que vem é mudar desse pais, nem que seja pra o Paraguai.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sumiço de Belchior


Deu no Fantástico: Belchior sumiu. Para os mais novos, que não o conhecem das canções, ou sabem das canções, mas não sabem que são dele: Belchior, o cantor-compositor cearense sumiu. Aquele que dizia ser um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior. Dizem que apareceu num show de Tom Zé, ainda este ano, mas, depois, não foi mais visto. Há dois anos, a ex-mulher não tem notícias, dois carros seus estão abandonados ou, pelo menos, estacionados sem que ninguém os reclame. Deixou dívidas. Eu nem vi a matéria na TV, peguei na página do portal Terra e pensei: Belchior já tinha sumido de nós há mais tempo. Não se falava dele nos jornais, na Internet, no que se chama a grande mídia. Precisou sumir pra que se falasse dele. Até parece história das presentes em suas letras, "feito aquela gente honesta, boa e comovida/ que caminha para a morte/ pensando em vencer na vida". Provavelmente, vão dizer que foi uma vítima do Sistema, será feito um documentário, e aparecerão os doutos dizendo que ele era um gênio incompreendido. Talvez elucidem o mistério, talvez não. Talvez a razão do sumiço seja bem prosaica, distante do nosso entendimento. No entanto, suas canções, bem maior de um compositor, estão vivas e presentes na memória dos brasileiros que o ouviram cantar, e viam aquele hippie de vasto bigode, lirismo triste e combativo, e versos incomuns. Se alguém, de repente, começa a cantarolar "não quero lhe falar, meu grande amor/ das coisas que aprendi nos discos/ quero lhe contar como vivi/ e o que aconteceu comigo...", é impossível não se lembrar da interpretação de Elis Regina, e de como aquela gravação se tornou um standard da música brasileira. As cantoras que vieram bem depois de Elis, como Daniela Mercury, gostam de cantá-la pra chegar perto do modelo de cantora que é Elis. Tanto que há uma historinha que diz que Sandy, em uma data familiar, escolheu cantar, em homenagem aos pais, Como nossos pais, que é o título desta canção de Belchior. Imagino Sandy se dando conta do que diz a letra da música, no momento mesmo em que está cantando: "minha dor é perceber que apesar de termos feitos tudo que fizemos/ ainda somos os mesmos e vivemos/como nossos pais". A música de Belchior é a notícia mesmo de que o sonho havia acabado, contrapondo-se inteligentemente à alegria tropicalista: "nada é divino, nada é maravilhoso/ ao vivo é muito pior". Há uma urgência em seus versos, e na sua interpretação angustiada, sanguínea, sensual, quase falada: "quando eu cantar/ quero ficar molhado de suor/ e, por favor, não vá pensar que é só a luz do refletor". E há - por que não? - uma nostalgia como no subtítulo de Mucuripe, "jovem também sente saudade". A sessão de cinema das cinco, a camisa toda suja de batom. E uma canção alegre, Medo de avião, releitura de I wanna hold your hand, dos Beatles, e que ganhou uma outra melodia de Gilberto Gil, também bonita. Estou lembrando dos versos e ouvindo as canções aqui na minha rádio-cabeça, aos pedaços, e tendo bem presente os instantes em que, adolescente, ficava fascinado por um verso que dizia "eu quero é que este canto torto feito faca corte a carne de vocês". Há uns cinco anos, vi Belchior cantando essa música no programa Altas horas, junto com o Los Hermanos. Das canções cujas letras ganham versões maliciosas e populares tem aquela que diz "aí um analista me comeu", em vez de "aí um analista amigo meu", que é a letra original. É engraçado, e não é pouco. Caymmi uma vez disse que seu sonho era ser um autor de algo que se perdesse no meio do povo. Aconteceu com ele, e, de certa maneira, com Belchior. Esse texto não é e nem pretende ser um necrológio, pois não se sabe se Belchior morreu. Ele só sumiu, ou sumiu só. Mas eu sei onde ele anda: em suas canções imorredouras, vivas, presentes e, ainda e sempre, urgentes. Além, no Corcovado, quem abre os braços, é Belchior. Copacabana, o mar, as borboletas pousando entre as flores do asfalto, são Belchior, talvez cansado de nós, repousado de nós, infinito de nós.
Paquito
De Salvador (BA)
Quinta, 27 de agosto de 2009, 08h2
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Faço minhas as palavras desse bahiano.