domingo, 9 de fevereiro de 2025

DESesperança

Esperança é realmente uma coisa boa? Até o último momento achar que algo vai dar certo, aquela pessoa vai ligar, aquele problema vai sumir... É saudável quando não temos mais nada ainda criar mais possibilidades de se decepcionar? Não é .aos simples esperar e se preparar pro pior? 

domingo, 1 de dezembro de 2024

Descanso em pedaços

 As vezes eu sinto

Que estou em pedaços 

Com a alma cansada 

de tanto me partir 


Um vazio sincero 

Que só sente a gente 

que às vezes se sente

ausente de si.


Viver até dói

Mas só faz sentido

Quando mais que dor,

tem amor envolvido.


Tentando achar sua metade 

ou fazendo cópias de si

Sejamos mais que Pedaços

num mundo pequeno

pra tantos

de nós se dividir 


  - Henrique Aragão 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. 

Leiam Machado de Assis, nesse caso, o conto "O Espelho".

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A paciência protege contra o infortúnio como roupas quentes protegem contra o frio.
Quanto mais quentes as roupas, menos poder tem a tempestade. - Leonardo Davinci

quinta-feira, 10 de junho de 2010

IRON MAIDEN DISPONIBILIZOU "FREE" PRIMEIRO SINGLE DO NOVO CD QUE SAIRÁ EM AGOSTO


A turnê deu mesmo um novo fôlego para a banda, ver a reação dos fãs aos antigos sucessos deve ter dado uma perspectiva diferente para o novo trabalho, a começar pela capa, que parece finalmente voltar as origens depois dos 2 últimos fiascos. Quanto à primeira música disponibilizada no site www.ironmaiden.com essa nova perspectiva parece mais obvia ainda, soando quase tão pesada quanto a carreira solo de Bruce, com timbres de guitarras encorpados como nunca usaram, parecem até que finalmente não estão tentando repetir fórmulas antigas, mas sim, buscar o "feeling" das antigas composições, mas com a "cara" que a banda tem hoje. Tal atitude fica ainda mais evidente quando notamos, à contragosto de muitos fãs, a falta daquele contrabaixo "na cara" característico da banda, que continuar lá, bem audível, porém mostrando menos egocentrismo de Steve (salvo o fato de ser parte da intro) e dando mais espaço para as 3 guitarras da banda. Pra não dizer que é só elogios o refrão ela cai um pouco nos clichês da banda e a música ainda não me pareceu ser "o hit", mas no geral surpreende. Só espero que esta não seja a melhor faixa do álbum.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Melhor Cartunista de 2009 é Caruaruense!

livro sill Mais uma vez o nosso brother Sil é motivo de orgulho para nossa cidade, recebendo o prêmio Angelo Agostini, o *Oscar do quadrinho nacional, do ano 2009, no quesito melhor cartunista! >> http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1263354061 <<
Sivanildo Sill, Sivanildo de Oliveira Silva exerce essa atividade em Caruaru, desde os 17 anos, tendo publicado centenas de trabalhos, como charges na revista CARUARU HOJE e em seu fanzine CORDEL COMIX além outros veículos. *Também participou da grande feira internacional (Expofanzines) em Ourense, na Galícia espanhola no ano de 1999. Neste ano que passou, foi lançado o tão esperado livro, uma maravilhosa coletânea de suas charges, o qual já comentei neste blog:
http://cafecomnotas.blogspot.com/2009/07/cordel-comix.html . Parabéns Sil! você merece mais esse reconhecimento cara!

*Informações coletadas no bocasujafanzine.blogspot.com

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Elite Diabólica

boris enforcado No filme Festim de Diabólico - 1948 (Alfred Hitchcock,) dois jovens ricos acreditam em uma teoria que diz que seres superiores deveriam ter o direito de eliminar os inferiores (pobres). Seguindo esse raciocínio, planejam e executam o assassinato de um colega de faculdade que é pobre. Em seguida, dão uma festa, onde o buffê é servido no baú em que o corpo está escondido. Para a festa é convidado o professor que os apresentou tal teoria para, num jogo doentio, testarem se ele é capaz de descobrir o que eles fizeram e se ele realmente acredita em tal teoria.
Hoje em dia tal idéia ainda é absurda, ao menos para a maioria de nós, meros trabalhadores da classe média, os "inferiores" de quem fala a teoria do filme. Porém, quando vejo certos "seres superiores" como Boris Casoy, no episódio do dia 31, em que ele diz, sem saber que o áudio ainda estava no ar, que os garis "são o nível mais baixo da classe trabalhadora", e que é "Horrível os lixeiros desejando Feliz Ano Novo, do alto das suas vassouras", começo a temer se realmente não existem muitos idiotas por aí, considerando-se superiores pela sua conta bancária ou seu status social de celebridade. Mais assustador ainda é que a internet está cheia de histórias parecidas, onde essa elite, muitas vezes formadora de opinião, literalmente joga ovos no povo, como no famoso caso da débil mental e drogada 
socialite e da neta de um dos maiores gênios da nossa música, o qual deve ter se revirando muito em seu caixão. 
Apesar de um bocado de decepções nesses últimos anos, ao menos da simplicidade do nosso presidente, que carrega isopor de gelo na cabeça, na praia, como todos nós, sem medo dos ovos que a elite tenta lhe atirar todo dia.
Temos que aprender, que o mundo está virado de cabeça pra baixo, por culpa de todas as nossas variadas formas de prepotência e egoísmo.

"Quem ama faz do mundo o seu corpo,
Neste o mundo pode confiar." Lao Tse - Tao Te Ching

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pirata é a mãe!

yoda_pirate_wallpaper Mais uma vez volto a essa questão. Me incomoda muito ver quantos artistas, que já batalharam tanto pra ver suas músicas executadas nas rádios, agora que podem atingir seu público de maneira sólida e sem atravessadores, chamando os fãs de piratas e até ladrões. Tudo que o Leoni expõe no seu E-book e no blog Música Líquida, chega a ser absurdamente óbvio, então por que a grande maioria ainda não enxerga assim? Vejo gente que sempre foi super bem informada, falando que o rock (ou música em geral) vai morrer porque não vai ser mais rentável?! E a música antigamente, no tempo em que se ter uma vitrola em casa era coisa para ricos, sobrevivia como? Estamos numa Era em que o músico volta a ter contato direto com seu público e sempre houveram diversas formas que permitiam aos artistas viverem de sua música, a questão agora é encontrar a mais nova. O que não dá pra entender é esse processo maluco em que o artista desconhecido grava, faz de tudo pra tocar nas rádios, uns chegando a distribuir CDs a preço de custo, outros agregando seu CD ao ingresso do show... e quando ficam famosos, com cachês absurdos e show lotados, vem querer reprimir os fãs que querem ouvi-lo e divulgá-lo!!! Ô imbecil, quando você põe trava contra cópia no seu CD está evitando sua divulgação, mané!
    Me senti ofendido, quando tentei copiar o CD de Marisa Monte para ouvir no meu MP3 e o troço lá me deu um não como se eu estivesse tentando roubar alguma coisa. Com tantas formas de se lucrar com a internet, através de anúncios, links patrocinados, taxas de download nos celulares e modems de internet móvel... fico realmente tentado a vetar artistas que "não querem" ser ouvidos, divulgados e comentados.
    Antigamente era assim: antigamente eu te ouvia na rádio, gravava na fita, ouvia no carro, no antigo walkman, quando gostava, comprava o disco e pagava pra ir ao show, depois gravava a fita pra um amigo que iniciava outro processo...
    Agora é assim: Quer me dar a música pra ouvir? Se gostar compro e vou aos shows, se prefere me chamar de pirata, vai a merda com tua música, pois tem muita gente boa, dando de graça o que você quer vender. E não me venha com essa de dar uma amostra sem qualidade num streaming, quero ouvir com qualidade, pra virar fã, comprar o CD com encarte, DVD, etc... e divulgar pra os amigos. Se você não quer divulgar seu trabalho assim, volta a bater na porta das rádios pedindo "por favor, toca meu cd..."

pirataria-e-o-meio-ambiente

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cantador de Primeira

foto13

Estaca Zero
(Ednardo)

Cada braça de caminho
Um soluço de saudade
Toda vereda de roça
Vai descambar na cidade

E a gente fica sereno
Desconhecendo o destino
E com um sorriso besta
De quem sabe onde chegar

Em cada prédio ou palmeira
Luz de neon ou luar
Elevador, capoeira
A gente vai se assustar

Mas faz de conta que sabe
Que tem um canto da estrada
Chamado estaca zero
Onde a gente pode dizer
O rumo que quer tomar

Cada braça de caminho
Um soluço de saudade
Toda vereda de roça
Vai descambar na cidade

Pastora do Tempo
(Ednardo)

O cavaleiro do medo
Usa do ouro a razão
Pra ofuscar os meus olhos
E confundir minha emoção
Não sabe que a luz que me guia
É da estrela que irradia
A linda pastora do tempo
Que guarda o meu povo eterno
E livre o meu pensamento


Quem faz a história da vida
Com ela rompeu as entranhas do chão
Quem quer saber do que está escondido
Procura no fundo dos olhos do povo
E dentro do seu coração
Vão com o vento as palavras
São como pombos-correio
Mas estão sempre atrasadas
Pois o seu vôo é lento
E o meu pensamento é ligeiro



Quem não conhece o trabalho desse cara, ou acha que não conhece pois você pode se surpreender com os sucessos dele que já foram gravados, tem que conhecer, e quem já conhece Ednardo, tem que sempre revisitar para que essa obra tão maravilhosa, original e importante para a música brasileira, não se perca no tempo, como tem acontecido a Xangia, Elomar, João do Vale e tantos outros. Recomendo principalmente para quem acha que Cordel do Fogo Encantado é algo tão inovador, apesar de pessoalmente gostar muito do trabalho deles a magia já estava por aí a muito tempo.



http://www.ednardo.art.br/frinicio.htm

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Do It


Hoje, nas duas vezes que vim ao trabalho, encontrei caminhos diferentes onde o trânsito é menos intenso. Um fica um pouco mais longe e o outro tem muitos sinais, mas mesmo assim, são novas opções pra trânsitos dias de intensos.
Com isso fiquei pensando em quantas vezes na vida, ficamos presos a velhos caminhos. Quanta coisa a gente não perde com o medo de ousar, de experimentar e como a vida fica chata quando nos acomodamos. Aquela sensação que temos com o simples ato de mudar os móveis de lugar pode ser aproveitada em todos os aspectos da nossa vida, desde que a gente não deixe nosso primeiro instinto, a curiosidade, morrer nas rotinas. Procure novas músicas de novas bandas, vá a uma culto de uma religião diferente, assista outro canal... Experimentar não quer dizer trair seus princípios, mas sim acrescentar mais experiência a eles, e quem sabe, evoluir. Do it.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ótimo Livro (e o Download é Grátis)


O cantor Leoni, que todos já conhecem como grande compositor e interprete, mostra mais um de seus talentos, disponibilizando gratuitamente em seu site: http://www.leoni.com.br um ebook que ele está escrevendo. Não me expressei errado, ele ainda está escrevendo e já está disponibilizando para que a gente leia e opine para, quando chegar a uma versão definitiva, ser publicado em papel. Além da ótima idéia de concepção, o ebook, mesmo antes de sua versão definitiva, já é leitura obrigatória pra artistas do ramo da música, publicidade, empresas de produtos e serviço e qualquer pessoa que queria sobreviver ou entender um pouco mais os novos rumos que a internet trouxe e continua trazendo pra nossa vida. Baseado em pesquisas que ele fez para entender melhor esse mar de informações e na sua experiência gerenciando sua carreira, Leoni escreve de maneira clara e objetiva, nos abrindo os olhos para os caminhos a seguir nesse universo digital onde as grandes mudanças que temos notando no mundo da música com a pirataria, mp3, streaming, compartilhamento, "já começa a atingir com a mesma força o jornalismo, a publicidade, o cinema, a TV e o mundo editorial. Isso sem falar nas próprias relações humanas", citando um trecho da introdução do mesmo. O nome do livro já diz tudo: Manual de Sobrevivência no Mundo Digital. Leiam e opinem.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rambo 5 - Derrubando à dentadura


Segundo o site "cinema em cena", em Hollywood já estão na 3ª versão de roteiro pra Rambo 5! O negócio já teve até versão contra mutante, Jesus! Será que não vão deixar o velhinho se aposentar nunca? Se Stallone não tiver esclerose, Alzheimer, osteoporose, Parkinson, labirintite ou hemorróida daqui pra lá, acho que o roteiro final de Rambo 5 vai ser o personagem como chefe de uma rebelião num asilo onde velhinhos estão sendo maltratados, consegue umas garruchas no mercado negro (ou mercado livre) e mete bala em todo mundo. Ah, ele anda dizendo que vai rolar Rocky VI. No ringue, ele contra Zé Bonitinho, pra ver se dessa vez ele não morre na luta.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pânico ou Pânicu?


O Pânico na TV foi um programa que quando começou tinha idéia simples e maravilhosa: causar pânico nas superficialidades e "esnobices" das celebridades brasileiras, principalmente os conhecidos "globais". Era maravilhoso ver eles atormentando as pseudo-celebridades brasileiras e mostrando quem realmente tinha alguma humildade e quem só sabia sorrir quando havia uma câmera da Globo ligada. Não sei em que momento exatamente, mas com certeza, quando começou a aumentar seu ibope, o programa conseguiu inverter completamente a idéia inicial e cada vez mais se tornando causador de pânico no espectador que procura algo diferente das porcarias que lotam a programação de domingo na TV. Hoje não consigo diferenciar grande parte da pauta do programa, das "obras" que Gugu e concorrentes faziam e fazem no nosso domingo. Exemplos: 1 - Bundas e mais bundas preenchendo a tela (Gugu e sua banheira foi mestre e a piscina maluca do Domingo Legal ainda ta aí), nada contra bundas, só que se quisesse assistir isso no domingo, alugaria filme pornô; 2 - Gente humilde sendo ridicularizada em rede nacional, como no quadro da "musa da beleza interior" (isso até o Gugu era mais cauteloso, e costumamos ver em programas policiais e de humor "baixaria" pelo país a fora, que fazem sucesso as custas de um povo já tão maltratado, como no caso da minha cidade, o "Sem Meias Palavras" que fez a fama do bêbado Jeremias); 3- Filantropia patrocinada, como no caso da casa do Zina (esta é do tempo da Porta da Esperança e copiada por Gugu, Luciano Huck e todo lixo de domingo). Não que as pessoas não mereçam ganhar, mas são quadros extremamente hipócritas, onde as emissoras ganham muito mais com o Ibope e os patrocínios, do que doam; 4 – minha preferida, a última do domingo passado: A TV lança uma celebridade relâmpago e o cara é preso por uso de drogas, aí lá vai o programa tentar se limpar da sujeira, fazendo todo o circo pra ajudar o infeliz a largar o vício. (putz, lá vem Gugu na frente outra vez. Lembram do caso ex-polegar?). E quanto a esse caso do Zina: O cara não tinha merda nenhuma, cai do céu fama, dinheiro, trabalho... e o que ele faz?! É preso com cocaína. Claro, por isso não tinha porra nenhuma, nem a família tava perto do cara. Ao menos é isso que todo mundo deve ter pensado quando soube da notícia. E nos bastidores do programa ninguém sabia?! Sei... sei... pegaram o cara na rua... nem neurônio tem direito... vive chapado, apagando até no meio do programa... e era só uma cachacinha? Ta bom... Pra não terminar somente falando mal, pois realmente já fui fã dele, ainda há excessão de talentosos humoristas que ainda fazem parte do programa, como o Ceará, Polvilho e Carioca. Mas que pena que ao invés de darem espaço para mais humoristas como eles, com tantos nesse país, contrataram o Zina.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lá em Casa - Home Studio


Há muitos anos, desde que adquiri meu primeiro computador, venho estudando áudio digital com o interesse de gravar minhas músicas, de amigos, e qualquer idéia sonora que me desse na telha, além de estudar produção e arranjos, um lado da música que sempre me fascinou por estar ligado de maneira bem mais profunda a um trabalho do que sendo apenas músico. Há alguns anos, sofridamente, tenho comprado os equipamentos básicos para tentar melhorar cada vez mais minhas produções, e agora, finalmente, está no ar o Myspace do meu home studio, o Lá em Casa Home Studio, por enquanto, contando apenas com faixas da pré-produção do CD de Tião Cavalcanti (meu pai) no qual venho trabalhando desde o ano passado, e que já está em fase de conclusão para iniciarmos as gravações em um estúdio profissional. Os arranjos ainda não são definitivos, estão lá apenas para dar o "clima" das músicas, já que, quando gravarmos em estúdio profissional, cada músico vai dar sua interpretação e execução em seu instrumento. Selecionei cinco faixas bem distintas para mostrar a abrangência desse trabalho e para ouvir opiniões diversas, principalmente sobre a qualidade que estamos alcançando. Ouçam e comentem!
http://www.myspace.com/laemcasa

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dicas de sites e blogs


A USP lançou um site que disponibiliza 3.000 livros para download. Ao entrar no www.brasiliana.usp.br o internauta encontra livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.

Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden. A dica é do ótimo blog: Catraca Virtual.

Outro dica é o blog http://meuhomestudio.blogspot.com/ com valiosas informações para quem está começando o seu home stúdio. Ajudou muito no meu. Há, e por falar nisso, estou concluindo uma versão mais profissional do myspace do meu estúdio e divulgo assim que ficar pronto.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um pouco do Tao

"Aquele que conhece o outro é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence o outro é forte.Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele."

(Lao Tsé - Tao Te Ching - verso 22)

Retirado do Blog o Iluminador

Show do Roupa Nova em Caruaru


Olá à todos, ando demorando entre as postagens aqui, mas é falta de tempo mesmo, tenho até perdido o time de algumas coisas que quis colocar como hoje, quando faz mais de uma semana que este show aconteceu. Bem, vamos lá, foi um show no melhor sentido da palavra. A banda, que se apresentou no sábado, dia 26/09 no Palladium, estava melhor do que nunca, trazendo um show bem superior ao que vi há 4 anos. Além do excelente nível dos músicos da banda, o perfeccionismo que reina nas suas apresentações é uma verdadeira aula para artistas de todo país, e dessa vez a banda trouxe um show memorável, pois foi referente a seus CD e DVD lançados recentemente, gravados nada menos que no Abbey Road Studios, em Londres.
O Abbey Road é provavelmente o estúdio mais famoso do mundo, tendo sido utilizado na gravação de discos antológicos de bandas, como The Beatles e Pink Floyd, apesar de ficar conhecido pela famosa capa do disco dos Beatles, Abbey Road, onde os quatro integrantes do grupo atravessam a rua propriamente dita, o estúdio existe já existia há uns 40 anos antes dos Beatles. Tenho poucas referências, e não encontrei nenhuma numa busca rápida pelo Google, sobre outros artístas brasileiros que gravaram neste estúdio. Para não falar que o show foi perfeito, na minha opinião o Roupa Nova sempre pecou nas letras, que as vezes beiram o romantismo superficial de grupos de pagode e sertanejo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Iron Maiden no Recife - Somewhere back in time


Conheci esta banda com 10 anos de idade, virei fã e aos 13 já tinha boa parte da coleção quando soube que Bruce Dickison abandonaria o posto. Aos 20, em pleno carnaval (festa que costumo odiar) leio o jornal anunciando a volta do ídolo, no ano seguinte a banda vem ao Brasil para o rock in rio III, por motivos financeiros perdi a chance de vê-los e só pude saber a sensação através dos amigos que foram e me contaram. Criei até um ressentimento a ponto de passar uns anos até resolver comprar o DVD e CDs do evento. Em 2008, soube que voltariam pro Brasil, junto com a notícia de que os ingressos já haviam estavam esgotados, eu trabalhava tanto na época que não acompanhei as notícias e dessa vez achei que nunca mais teria outra chance. Eis que mal termina 2008 e começam os velhos boatos, os quais nem dei ouvidos até confirmar no site oficial e quase ter um treco: A banda não só voltaria ao Brasil como se apresentaria no Recife.
Correria por notícias, economia violenta por alguns meses, ansiedade para o inicio da venda dos ingressos, quase uma noite em claro esperando o site liberar e finalmente, no dia 31 de março deste ano de 2009, 19 anos de espera depois, 18 mil pessoas e eu estávamos lá. Como que por vingança do destino, quando entrei na pista premium, a qual eu esperava assistir o show a uma certa distância visível o bastante para curtir o momento, me encontrei entre os 30 primeiros a entrar, e assisti tudo da grade. Mesmo pra um fã que sonha estar onde estive é difícil de explicar a sensação, com toda a carga emocional de estar diante de meus maiores ídolos, da memória afetiva ligada a minha infância, do que é ver, a poucos metros de distância, detalhes marcantes dos show da banda que vi tantas vezes em VHS e DVD nesses 19 anos, sentir o calor do show pirotécnico na pele e ter, por vários momentos os integrantes me encarando nos olhos de tão próximos que estávamos. Acima, Steve Harris me encara e espera a luz do flash pra poder sair da posição clássica.
Digo pra muita gente que agora não existe mais show que eu precise assistir, o que vier é lucro. Mas, se houver outra oportunidade como esta, claro que vou estar mais uma vez fazendo parte dessa verdadeira romaria que segue o Iron pelo mundo. Com certeza este foi evento mais marcante da história do Rock em Pernambuco, e acredito, do nordeste.
Ah, o motivo desde post tão tardio? Acabou de chegar meu DVD com o filme documentário dessa turnê, a qual a banda, por idéia de Bruce, resolveu compactar seu equipamento e equipe em um único boeing 757 particular e com isso, tornar viável uma turnê gigantesca, em tempo recorde, tocando em cidade que antes não eram economicamente viáveis, como Recife, provando mais uma vez como esses caras respeitam seus fãs. Vendo as imagens dos show pelo mundo, iguais ao que aconteceu no Recife, continuo sem acreditar que foi real. Up the Irons!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Liberdade de Expressão


Assinem Já! Petição contra censura na internet, nas eleições de 2010! Primeiro a lei Azeredo, agora essa, se forem aprovadas, meu projeto de vida a partir do ano que vem é mudar desse pais, nem que seja pra o Paraguai.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sumiço de Belchior


Deu no Fantástico: Belchior sumiu. Para os mais novos, que não o conhecem das canções, ou sabem das canções, mas não sabem que são dele: Belchior, o cantor-compositor cearense sumiu. Aquele que dizia ser um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior. Dizem que apareceu num show de Tom Zé, ainda este ano, mas, depois, não foi mais visto. Há dois anos, a ex-mulher não tem notícias, dois carros seus estão abandonados ou, pelo menos, estacionados sem que ninguém os reclame. Deixou dívidas. Eu nem vi a matéria na TV, peguei na página do portal Terra e pensei: Belchior já tinha sumido de nós há mais tempo. Não se falava dele nos jornais, na Internet, no que se chama a grande mídia. Precisou sumir pra que se falasse dele. Até parece história das presentes em suas letras, "feito aquela gente honesta, boa e comovida/ que caminha para a morte/ pensando em vencer na vida". Provavelmente, vão dizer que foi uma vítima do Sistema, será feito um documentário, e aparecerão os doutos dizendo que ele era um gênio incompreendido. Talvez elucidem o mistério, talvez não. Talvez a razão do sumiço seja bem prosaica, distante do nosso entendimento. No entanto, suas canções, bem maior de um compositor, estão vivas e presentes na memória dos brasileiros que o ouviram cantar, e viam aquele hippie de vasto bigode, lirismo triste e combativo, e versos incomuns. Se alguém, de repente, começa a cantarolar "não quero lhe falar, meu grande amor/ das coisas que aprendi nos discos/ quero lhe contar como vivi/ e o que aconteceu comigo...", é impossível não se lembrar da interpretação de Elis Regina, e de como aquela gravação se tornou um standard da música brasileira. As cantoras que vieram bem depois de Elis, como Daniela Mercury, gostam de cantá-la pra chegar perto do modelo de cantora que é Elis. Tanto que há uma historinha que diz que Sandy, em uma data familiar, escolheu cantar, em homenagem aos pais, Como nossos pais, que é o título desta canção de Belchior. Imagino Sandy se dando conta do que diz a letra da música, no momento mesmo em que está cantando: "minha dor é perceber que apesar de termos feitos tudo que fizemos/ ainda somos os mesmos e vivemos/como nossos pais". A música de Belchior é a notícia mesmo de que o sonho havia acabado, contrapondo-se inteligentemente à alegria tropicalista: "nada é divino, nada é maravilhoso/ ao vivo é muito pior". Há uma urgência em seus versos, e na sua interpretação angustiada, sanguínea, sensual, quase falada: "quando eu cantar/ quero ficar molhado de suor/ e, por favor, não vá pensar que é só a luz do refletor". E há - por que não? - uma nostalgia como no subtítulo de Mucuripe, "jovem também sente saudade". A sessão de cinema das cinco, a camisa toda suja de batom. E uma canção alegre, Medo de avião, releitura de I wanna hold your hand, dos Beatles, e que ganhou uma outra melodia de Gilberto Gil, também bonita. Estou lembrando dos versos e ouvindo as canções aqui na minha rádio-cabeça, aos pedaços, e tendo bem presente os instantes em que, adolescente, ficava fascinado por um verso que dizia "eu quero é que este canto torto feito faca corte a carne de vocês". Há uns cinco anos, vi Belchior cantando essa música no programa Altas horas, junto com o Los Hermanos. Das canções cujas letras ganham versões maliciosas e populares tem aquela que diz "aí um analista me comeu", em vez de "aí um analista amigo meu", que é a letra original. É engraçado, e não é pouco. Caymmi uma vez disse que seu sonho era ser um autor de algo que se perdesse no meio do povo. Aconteceu com ele, e, de certa maneira, com Belchior. Esse texto não é e nem pretende ser um necrológio, pois não se sabe se Belchior morreu. Ele só sumiu, ou sumiu só. Mas eu sei onde ele anda: em suas canções imorredouras, vivas, presentes e, ainda e sempre, urgentes. Além, no Corcovado, quem abre os braços, é Belchior. Copacabana, o mar, as borboletas pousando entre as flores do asfalto, são Belchior, talvez cansado de nós, repousado de nós, infinito de nós.
Paquito
De Salvador (BA)
Quinta, 27 de agosto de 2009, 08h2
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Faço minhas as palavras desse bahiano.